Plenária Extraordinária da CUT-MS aconteceu na sede da FETEMS

11/08/2016 10:55

Aconteceu nesta quarta-feira (10), na sede da Fetems em Campo Grande, uma reunião extraordinária da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT), na qual participaram lideranças dos sindicatos filiados para discutir estratégias de ação contra uma série de propostas do governo interino que almejam retirar direitos trabalhistas adquiridos ao longo de décadas de muita luta. Nesse sentido, transitam mais de 50 projetos no Congresso, dentre eles quatro têm colocado as centrais sindicais em estado de alerta, pois são tidos como prioritários.

1 - a terceirização irrestrita, que pode transformar todo e qualquer trabalhador em terceirizado, com salários rebaixados e piores condições de trabalho;

2 - a possibilidade de suprimir direitos consagrados na CLT através da negociação com o sindicato, os trabalhadores de uma empresa ou o trabalhador individual (o/a trabalhador/a pode perder direitos fundamentais como férias e 13º salário se isto tiver sido aprovado em negociação);

3 - alterações na NR12, que protege os trabalhadores contra acidentes de trabalho, situação que pode aumentar o já elevado número de acidentes existentes no local de trabalho no País e piorar as condições de saúde dos/das trabalhadores/as;

4 - mudança na legislação que define como acidente de trabalho aquele que acontecer durante o itinerário para o local de trabalho, tirando a responsabilidade da empresa pelo acidente e deixando o trabalhador sem proteção legal.

Além desses assuntos, foi feito uma análise da atual conjuntura política e a diretoria executiva da Cut reafirmou seu posicionamento contra o afastamento da Presidenta Dilma, eleita por mais de 54 milhões de votos, da mesma forma como não reconhece o governo ilegítimo de Temer, cujas medidas já penalizam a classe trabalhadora e o povo brasileiro. Na pauta, esteve também a preparação para uma greve nacional.

O Sindsep-MS, na ocasião, foi representado pelo diretor  de Administração,  João Nascimento e pelo diretor da Secretaria de Filiação e Política Sindical, Jorge Guimarães.

Fonte: Sindsep/MS