Em semana histórica, reafirmando compromisso com a luta por direitos trabalhistas e pela democracia, Condsef completa 26 anos

30/08/2016 08:56

Quando em 28 de agosto de 1990 servidores federais de todo o Brasil se reuniram em Brasília para um congresso, onde nasceu a Condsef, a certeza de uma trajetória de grandes desafios estava com cada um dos responsáveis pelo que hoje é a maior entidade representativa de servidores federais da América Latina. Essa responsabilidade de representar a maioria dos trabalhadores do Executivo Federal, mais de 800 mil, entre ativos, aposentados e pensionistas, segue movendo a Confederação e suas mais de 30 filiadas nesses 26 anos. Não poderia ser diferente diante do momento histórico que vivemos.

 

Nesta segunda-feira, 29, a presidente eleita, Dilma Rousseff, foi ao Senado se defender de um processo de impeachment controverso. Sem crime comprovado, o processo é um golpe contra nossa jovem democracia que enfrenta um de seus maiores desafios. Seus últimos capítulos devem ser escritos ainda essa semana. Independente do desfecho que a história reserva, tendo em seu DNA a luta, a Condsef sabe que vai continuar sua tarefa de defender a valorização de servidores e o acesso a serviços públicos de qualidade à população. Nossa luta e de toda a classe trabalhadora é também a essência da democracia. Essa luta não morre. Essa luta é tudo o que já conquistamos e o que ainda vamos conquistar.

 

Se esses últimos 26 anos nos trouxeram grandes desafios, os próximos não serão diferentes. Há no horizonte ameaças de um severo retrocesso ao que sempre lutamos e defendemos. Não que essas ameaças sejam exatamente uma novidade. Projetos como o PLP 257/16 e a PEC 241/16 reeditam outras propostas que tem um ponto em comum: impor à população brasileira uma política de Estado Mínimo e com isso negar ao povo o acesso a serviços públicos essenciais e de qualidade, negar ao povo o que garante a Constituição. Contra esses retrocessos, vamos seguir lutando de forma incansável.

 

Não vamos permitir que mais uma vez tentem empurrar para a população uma crise do capital financeiro. É possível reverter um quadro de recessão sem penalizar a classe trabalhadora e são esses caminhos que devemos trilhar. Todo o resto é retrocesso. Precisamos entender que nossa participação e atuação permanente num processo de cobrança por melhorias são fundamentais para alcançar os objetivos que norteiam nossa luta: assegurar direitos adquiridos, exigir a valorização dos servidores e garantir serviços públicos de qualidade, previstos na Constituição para a população que paga uma das maiores cargas tributárias do mundo. Não é possível esmorecer. Se ainda há muito que ser feito, renovemos nossas forças no muito que já conseguimos conquistar com o poder da união.

 

Para a Condsef, é importante destacar que os servidores vão precisar cada vez mais reforçar a unidade em torno de suas bandeiras de luta por reconhecimento e por um Estado forte. Nossos esforços de unidade e mobilização devem continuar. Nossa história é feita de resistência e assim vamos continuar escrevendo novos capítulos, sempre ao lado da democracia e da classe trabalhadora. Nos últimos 26 anos e sempre, seguiremos na luta. Nenhum direito a menos. Nenhum passo atrás.

Fonte: Condsef